Pular para o conteúdo principal

Postagens

Conheça o ES de Hartung: paraíso do caos e da Isenção Fiscal

Apesar da alcunha que lhe é dada de “Imperador” - por sua arrogância, impiedade e soberba - o governador Paulo Hartung não vai além de um serviçal de luxo. Ele faz parte do braço político (no sentido degradante da palavra) de um grupo, muito bem pensado e articulado, para fazer do Espírito Santo sua maior fonte, em detrimento aos reais interesses e necessidades da maioria da população capixaba. A origem do caos que vivemos nesse momento, do visível sucateamento dos serviços públicos, que explodiu e veio à tona com o movimento de paralisação dos policiais militares, tem como origem essa lógica de poder da qual Hartung atua como uma espécie de “leão de chácara”.
O Espírito Santo deveria ser - por simples lógica geopolítica - uma “Suíça” encrustada em território brasileiro. Com uma extensão geográfica similar ao Rio de Janeiro (cerca de 46 mil km2 ), mas com população quatro vezes menor (cerca de 3,8 milhões de habitantes) e com recursos econômicos suficientes para dar dignidade de vida p…
Postagens recentes

Por que estamos todos doentes no ES?

Temos, por hábito, analisar as coisas por seus efeitos imediatos, esquecendo do processo que gerou o fato que nos afeta. Também pela mesma velha força do hábito (como diria Hume), apontamos a causa que vemos mais próxima como a fonte de origem do mal que sofremos. É mais ou menos isso, de modo geral, que acontece agora aqui no Espírito Santo quando acoados, amedrontados e ilhados – literalmente - apontamos simplesmente a “PM” como causa do horror social que estamos vivendo; que pela “ausência” dela em nosso cotidiano estamos fadados ao desamparo e à barbárie. Isso seria o mesmo que dizer que o remédio é a causa da doença.
Como a “VIOLÊNCIA” - do ponto de vista de uma coletividade - é uma “doença social” é a partir disso que temos que tentar aprofundar nossa reflexão, para não continuarmos na superfície das coisas, respondendo aos impulsos imediatos que nos afastam desse entendimento. Como “doença social” a “VIOLÊNCIA” tem sua origem na desigualdade social, na exclusão, na corrupção, …

Sobre a opacidade de dormir ao lado

No dormir do lado - mesmo que se acredite nascidos um para o outro - há muito o que se pensar; principalmente quando - antes de se refletir - não se consegue sentir, perceber,  notar, compartilhar o lado do outro.
O lado de fora pode ser denso, espesso, quase inviolável. O lado de dentro neutro, inacessível, quase indecifrável.
Os dois se contradizem e combatem na indelével opacidade da vida; às vezes se encontram na insone sedução, às vezes se devoram na insana distração, por vezes se perdem na dificuldade de vir-a-ser, pois o outro torna-se, sartreanamente, no inferno que dorme ao lado.
Mas isso tudo não é lógica, precisão cientifica, contagem regressiva, mas sim,  (como tudo que se refere ao humano) possibilidade,  envolvimento (inter-esse),  disposição...

Depende da força de ser e de se posicionar um para o outro, depende de como se vive e se apreende significativamente o momento, de como um consegue ver o lado do outro, em sua aparente neutralidade, em sua incandescente diversidade, em sua envolvente fragilidade…

Ano Novo: Paz ou Guerra

Nesta época do ano – quase que por uma questão de hábito – desejamos paz e harmonia aos que fazem parte do nosso círculo de amizades. Mas sabemos que no fundo – como bem assinalou o pensador Heráclito – a vida é uma constante guerra, confronto, luta.
Então o que poderia ser a paz, já que estamos jogados ao acontecer do mundo que exige sempre o combate?
Talvez os pequenos encontros que nos revigoram para a eterna luta: a troca de olhares, o acolhimento, a ternura, o carinho e o afeto que – cada vez mais escassos e provisórios - a amizade e a consideração entre as pessoas possibilitam mesmo diante da necessidade imposta por sobrevivência e autorrealização no nosso dia-a-dia.

Então que possamos vencer nossos distanciamentos e ter mais momentos de encontros, olhares, abraços e afetos neste ano novo, para que a nossa “Paz” não seja apenas a lembrança digitalizada de uma mensagem ou de uma animação de GIF...

PEC 241: Temer reedita o AI5

Assistimos perplexos e, de certa forma, desmobilizados a edição e aprovação na Câmaras dos Deputados da imoral e humilhante PEC 241. De modo mais sofisticado e dissimulado, mas nem por isso menos cruel, podemos afirmar tranquilamente que essa PEC é filha bastarda do AI5. Ela representa inexoravelmente o retorno à indiferença e à barbárie social, relocando o Brasil nos trilhos do colonialismo, de uma ideologia servil e escravagista.
Sob a falácia da “austeridade monetária”, mas sem sequer citar o monstruoso gasto com a dívida pública que beneficia os banqueiros, o golpista e entreguista Temer retira dos mais necessitados uma ainda frágil base e garantia institucional que foi construída para que – minimamente, diga-se de passagem – pudéssemos ter alguma consideração, respeito e visão de futuro para diminuirmos os ainda medievais percentuais de desigualdade que temos; realidade que a mentalidade “aristocrática”, de uma suposta “elite”, tem pavor de ver alterada; o paradigma aqui nem cap…

A Globo no comando do Golpe

Emito minha opinião a partir das minhas percepções, fato que todos têm o direito de fazê-lo, mas que somente é possível hoje porque lutamos, desejamos e arriscamos nossas vidas por isso: LIBERDADE e DEMOCRACIA. Vemos agora, novamente, o mesmo discurso de "patriotismo" exacerbado, que já construiu Hitler, Mussolini e, no nosso caso, a Ditadura Militar que nos vendeu aos interesses dos Estados Unidos, atitude nada patriótica na prática; mantenho a minha opinião sobre a origem fascista e retrógrada dessa onda, que clama pela volta da ditadura, pelo fim das cotas e do bolsa família, pelo ódio às ideias de Paulo Freire, etc, etc., e, sobretudo, quando vejo tipos como Bolsonaro, Feliciano, Malafaia, etc., como líderes. Sabemos que em todos os movimentos há, de alguma forma, comandantes e comandados. Sabemos também que por trás das ideias se movem interesses não revelados que muitos não percebem; e, nessa nova onda, que se apoia no antipetismo como fundamento aparente, temos mais um…

A lama e o lucro

Antes dessa lama havia um rio
que era bom
que era irmão
que era Doce

Dentro desse rio
corria memória
corria sonho
corria vida

Às margens desse rio
havia história
havia gente
havia arte

E agora,
o que temos?

perdemos memória
perdemos sonho
perdemos vida

a nossa história
a nossa gente
a nossa arte

virou lama
virou lixo
virou luto

Lucro que VALE nada!