Pular para o conteúdo principal

Postagens

A Globo no comando do Golpe

Emito minha opinião a partir das minhas percepções, fato que todos têm o direito de fazê-lo, mas que somente é possível hoje porque lutamos, desejamos e arriscamos nossas vidas por isso: LIBERDADE e DEMOCRACIA. Vemos agora, novamente, o mesmo discurso de "patriotismo" exacerbado, que já construiu Hitler, Mussolini e, no nosso caso, a Ditadura Militar que nos vendeu aos interesses dos Estados Unidos, atitude nada patriótica na prática; mantenho a minha opinião sobre a origem fascista e retrógrada dessa onda, que clama pela volta da ditadura, pelo fim das cotas e do bolsa família, pelo ódio às ideias de Paulo Freire, etc, etc., e, sobretudo, quando vejo tipos como Bolsonaro, Feliciano, Malafaia, etc., como líderes. Sabemos que em todos os movimentos há, de alguma forma, comandantes e comandados. Sabemos também que por trás das ideias se movem interesses não revelados que muitos não percebem; e, nessa nova onda, que se apoia no antipetismo como fundamento aparente, temos mais...

A lama e o lucro

Antes dessa lama havia um rio que era bom que era irmão que era Doce Dentro desse rio corria memória corria sonho corria vida Às margens desse rio havia história havia gente havia arte E agora, o que temos? perdemos memória perdemos sonho perdemos vida a nossa história a nossa gente a nossa arte virou lama virou lixo virou luto Lucro que VALE nada!

O que nos ensinam os Brincantes?

(Texto Concebido para a Mostra Fotográfica comemorativa dos 10 anos do Projeto Entre Comunidades - PROEX/UFES) Contrapondo-se à dinâmica objetivista - do pensamento de sobrevoo ditado pelas pesquisas - o Projeto Entre Comunidades busca interagir, ser perpassado pelas dimensões humanas do fazer coletivo e, a partir desse entrelaçamento constitutivo, desenvolver e promover ações de Empoderamento e Reconhecimento. O que veremos nesta exposição fotográfica comemorativa de 10 anos do Projeto - trazidas por esse movimento de compartilhamento recíproco - são imagens de dimensões simbólicas sagradas, de pessoas que resistem e lutam para defender e expressar sua humanidade, mesmo diante da monstruosidade pasteurizadora da cultura midiática e, na maioria das vezes, da indiferença e do descaso oficial. As heranças culturais aqui captadas identificam, em sua diversidade, o modo de ser dos capixabas; os gestos, olhares, ritmos, suores e cores são elementos de linguagem, de visões de m...

As inflexões sobre o "Vir-a-Ser"

Um dos sentidos possíveis para a palavra grega aisthesis (estética) seria inspirar, trazer o mundo para dentro, senti-lo, revolvê-lo ou, até mesmo, comê-lo; como fazia Cronos com seus filhos, tentando evitar uma possível ameaça futura. E parece ser esse o espírito movente da exposição “Vir-a-Ser” de Ana Lúcia Gonçalves. Através da arte busca-se sempre, de alguma forma, um desvelamento do seu tempo/espaço vivente; tenta-se dissolver a concretude emoldurada do real e remontar,  em sua plasticidade residual, uma estrutura significante. Mas ao tentar compreender - e dar sentido efetivo as suas vivências – depara-se com seus próprios dilemas, angústias, zelos, desvelos… Nesse esforço de (re)constituir-se ela, como artista, tem que inexoravelmente debruçar-se sobre o emaranhado novelo de dúvidas, perdas, contradições inerentes ao próprio processo de viver; becos e vielas - linhos e desalinhos existenciais. Inspirar de novo seu próprio mundo, degustar poeticamente suas crias, reassu...

Sobre a Conversão ao Espírito Santo

O Eucalipto é uma espécie de hidro-gel inoculado no corpo-geo do Espírito Santo. E mesmo com toda a santidade do nosso corpo, com toda incredulidade de nossas mentes, com toda credibilidade de nossos lideres, sentimos agora na pele os efeitos dilacerantes desse inferno verde: hipertrofia artificial, acéfala, calórica e hidrofóbica. E o que nos resta agora? Agirmos como uma Urach (dilacerada, humilhada e convertida ao Espírito Santo) que retira a substância vil e daninha, cicatriza as feridas e tenta restaurar o que sobrou de dignidade do seu corpo como consciência social.

Sobre o fracasso da Educação

Parabenizo todos os alunos que, por ventura, não tenham conseguido “passar” no ENEM, no Vestibular (ou coisa semelhante), pelo esforço e dedicação para superar essa visão homogeneizante de “educação”, dizendo que a vida não se resume a isso. A sociedade estabelece modelos e dimensões de “sucesso” onde, por uma lógica puramente numérica, muitos são excluídos.   É claro que é importante alcançarmos metas estabelecidas, mas, se não foi possível desta vez, existem novas oportunid ades e outras perspectivas, na relação humana que foi constituída durante esses anos  como "estudante", que são de fundamental importância em nossas vidas.   Reflitam e tentem aprender o máximo sobre o suposto “fracasso” e, certamente, num futuro próximo, poderão superar essa dimensão numérica do “conhecimento”, onde a visão do humano é muito restrita e condicionada.   Tão importante quanto superar um modelo de assimilação e repetição memorial de linguagens diversas, que cara...