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Mostrando postagens de outubro, 2014

Sobre a divisão do Brasil

Uma vereadora de Natal (RN) propôs que se divida o Brasil, sendo a parte dos estados que votaram com Dilma denominada “NOVA CUBA”. Por lógica simples e direta creio que a outra parte, optante escolheu Aécio, deve ser denominada de “NOVA BEVERLY HILLS”. Mas não podemos deixar de considerar, como exercício dialético, que existe uma parte considerável da população que não se enquadra dentro desse maniqueísmo esquizofrênico e que vai querer também estabelecer o seu espaço significativo e afetivo. Para essa parcela, que convive bem com a diversidade entre os povos e se sente privilegiada em ter uma pátria com tanta riqueza cultural, sobraria o caminho de fundar a “NOVA AEON”. Uma espécie de “Quilombo Maluco Beleza”.

A fragmentação político-partidária e a formação dos governos no Brasil

A análise conjuntural do processo político-partidário brasileiro, tendo como base o período pós regime militar, aponta para um visível crescimento da fragmentação partidária, com o surgimento de várias siglas que vão se agrupar em torno de interesses espúrios, desconectados do que direciona a práxis política, determinados pela busca de cargos e verbas públicas. Na eleição indireta de Tancredo Neves e - com sua morte - o consequente governo José Sarney, ainda não se delineou explicitamente o arranjo institucional e a dinâmica de multiplicação de partidos que vemos hoje; isso deu-se muito em virtude de ainda vigorar no imaginário político da época a polarização “ditadura x democracia”, que se convertia no fantasma do medo do retrocesso, que parecia ainda rondar a incipiente democracia brasileira que, mesmo ainda de modo cambaleante, estava sendo nesse momento retomada e restabelecida. Posteriormente, sobretudo a partir dos anos 90, esse imaginário de terror e medo do retorno aos “an